quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Joe Jonas culpa Disney por traumas

 

O cantor Joe Jonas, ex-integrante da banda Jonas Brothers, abriu o jogo numa entrevista polêmica, ao falar sobre o fim do grupo, o uso de drogas na adolescência, o relacionamento com fãs, sua vida sexual e principalmente a forma autoritária com que a Disney controla seus ídolos juvenis.
Falando ao New York Magazine, o músico e ator desabafou: “Ser parte da Disney por muito tempo faz você querer romper de forma radical com a imagem de fantoche criada para você”. A afirmação ajuda a explicar o comportamento de ex-integrantes do Disney Channel, como Britney Spears e Miley Cyrus, que se tornaram supersexualizadas ao deixarem produções do canal – o “Clube do Mickey e a série teen “Hannah Montana”, respectivamente – e Demi Lovato e Lindsay Lohan, internadas em clinicas para se desintoxicarem.

Joe disse que a Disney não permitia nem que ele deixasse a barba aparecer, forçando-o a usar cremes no rosto para se passar por um adolescente aos 20 anos de idade. E ainda apontou o que acontecia quando um dos contratados do canal extravasava, lembrando o caso do vazamento das fotos nuas de Vanessa Hudgens em 2007. “Eu ouvi dizer que ela teve que ficar no escritório da Disney por um dia inteiro, porque eles estavam tentando descobrir como confinar o escândalo”.

“Imagina, eles cortaram até uma cena de beijo que o Nick tinha na série ‘Jonas’”, revela, inconformada. “Eventualmente, você atinge um limite e diz: ‘Dane-se, eu vou mostrar às pessoas quem eu sou de verdade. Acho que isso acontece com muitos de nós. Eles nos contratam porque somos arteiros. ‘Vejam, eles pulam na mesa!’. E cinco, seis, dez anos depois ficam espantados com o que acontece. ‘O que podemos fazer?’ Qualé, caras, vocês mesmos fizeram isso”.

 Ele lembra que um dos conselhos que recebeu dos produtores do canal é que, quando desse entrevistas, deveria “bancar o burro”, pois esta era a melhor estratégia de relações públicas de um contratado da Disney. “Assim, evitávamos respostas sérias”.

Além disso, também eram vetadas quaisquer letras de músicas que pudessem danificar a imagem de “pureza” do irmãos. “Se uma letra fosse ligeiramente sexual, alguém da gravadora dizia que tínhamos de mudá-la. Poderia ser uma referência inocente, como ‘Eu estou sozinho no quarto com você’, mas tinha que ser cortada. Parecia que nós não podíamos ser criativos, então começamos a entregar músicas de merda”.

Não só isso, mas ele ainda afirma que todo a história de que os três tinham “anéis de compromisso” (garantia de virgindade entre os crentes) ganhou uma proporção desmedida na mídia, algo que eles não tinham planejado e não gostavam. “Nós decidimos tirar os anéis há alguns anos. Nós já tínhamos feito outras coisas antes, mas eu era sexualmente ativo com 20 anos”.

O ator polemizou até sobre religião, ao contar que perdeu a fé depois que um escândalo envolvendo dinheiro roubado abalou a igreja da sua congregação. “Depois disso, o conceito de igreja realmente me incomodou por um tempo”, disse ele. “Quero dizer, eu acredito em Deus, e esse é um relacionamento pessoal que eu tenho, mas eu não sou religioso de maneira alguma”.


Quanto aos fãs, o cantor afirmou que muitos deles são descontrolados, aparecendo sem avisar no seu quarto de hotel ou fazendo um escândalo por não ter conseguido um autógrafo. Ainda assim, ele confirma que já se envolveu com as fãs. “Eu lembro de ter convidado uma fã para ir ao cinema, e nós nos beijamos o tempo todo. Eu nem lembro do que se tratava o filme. Eu devia ter uns 16 anos”.

Ele também confirmou o que diziam as revistas de fofoca na época em que Demi Lovato surtou. Ele afirma que namorou com a cantora, com quem contracenou nos telefilmes “Camp Rock”. Mas o relacionamento mal durou um mês, culminando num surto de ciúmes e no período em que ela precisou ser internada numa clínica de reabilitação. “Eu senti que eu precisava tomar conta dela, mas ao mesmo tempo eu estava vivendo uma mentira, porque eu não estava feliz, mas senti que tinha que ficar no relacionamento por ela, porque ela precisava de ajuda. Mas não podia contar nada disso, é claro, porque eu tinha uma marca para proteger”.

Segundo ele, foi Lovato, juntamente com Miley Cyrus, que o influenciaram a experimentar maconha pela primeira vez. “Eu devia ter uns 17 ou 18 anos. Elas ficavam dizendo: ‘Experimenta! Experimenta! Experimenta!’, então eu experimentei, e foi tudo bem. Eu nem fumo mais maconha com tanta frequência agora”.

Em relação ao rompimento da banda, Joe afirma que isso deveria ter acontecido há muito tempo, uma vez que a situação não andava boa há bastante tempo. Parte dos problemas se deviam ao fato de Nick tentar desempenhar um papel de líder, sendo que ele tinha uma visão para a banda que Joe não concordava. Segundo o cantor, seu irmão via os Jonas Brothers uma boy band, enquanto ele os via como um trio musical.

“Uma das minhas maiores decepções da carreira aconteceu há alguns anos atrás, quando eu fiz um álbum solo que nunca viu a luz do dia”, disse ele. O projeto acabou se transformando no disco “Fastlife”, que Joe disse que lançou muito rapidamente, quando muitas pessoas envolvidas queriam que ele fosse o próximo Justin Timberlake.

Quem sabe agora, com o fim da banda e o desabafo que não deixa pedra sobre pedra, ele não começa a se dedicar a projetos mais autorais. Um hora, a culpa deixa de ser dos outros.

Créditos Totais:Club Disney   

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