segunda-feira, 7 de julho de 2014

R5 na Naked Magazine


R5 é capa da edição de julho da Naked Magazine.Veja a entrevista,traduzida abaixo.


Quando pequenos, o R5 costumava cobrar um dólar de seus familiares para os assistirem tocar no porão. Essa noite, eles irão tocar em um show lotado no Best Buy Theater, em Nova Iorque.

Dentro de um camarim rosa choque, os membros da banda posam com fãs em frente de uma luz extremamente forte. Rydel Lynch (teclado), Riker Lynch (baixo), Ross Lynch (guitarra), Rocky Lynch (guitarra) e Ellington Ratliff (bateria) ficam um ao lado do outro, intercalando sorrisos com expressões sérias. O R5 obviamente já fez isso antes, mas o que os destaca é sua incrível química.

A primeira vez que conheci a banda, em dezembro de 2012, eles estavam vestidos com roupas parecidas, em preto e branco. Hoje, não consigo fazer uma comparação entre seus estilos. Rydel está usando um vestido branco de renda e botas. Os homens da banda são mais casuais – camisetas e jeans. R5 não se veste para combinar. Dessa vez, eles tem individualidade. Sejamos sinceros, eles estão mais velhos e estão cansados desses artifícios. A banda está pronta para seguir em frente e esperam que seus fãs sigam os mesmos passos.


Eu me sento no chão do camarim com Ross ao meu lado de pernas cruzadas. Rydel, Riker, Rocky e Ratliff se espremem em um sofá de couro. A última vez que falei com a banda foi oito meses atrás, apenas um dia depois de sua performance no Good Morning America. Eles se apresentaram novamente no programa algumas horas antes dessa entrevista. Quando perguntei se poderiam relembrar suas aventuras nesses últimos meses, Rocky me olhou com uma expressão vaga. “Ah, droga,” ele diz. Obviamente muito aconteceu nesses 200 e poucos dias.

A banda do Colorado teve um começo simples. Eles se apresentavam para pequenas platéias em festivais e se ofereciam para casas de show e eventos que precisavam de artistas. “Nós tocaríamos em absolutamente qualquer lugar que conseguíssemos” Riker me disse há dois anos. Essa exposição foi crucial para a banda. Ultimamente, eles não tem precisado se oferecer para fazer um show.

O R5 passou os últimos 8 meses viajando pelo mundo em aviões, trens e outro veículos durante sua Louder World Tour. Depois de seis semanas na Europa e três no Canadá, a banda está finalizando suas últimas performances na América do Norte, antes de voltar para a Europa. Eles se atrasaram para o soundcheck essa tarde, mas com uma boa desculpa – estavam dormindo depois de acordarem as 3 da manhã para performar no Good Morning America. “Eu nem sabia que estacamos atrasados para o souncheck” Ratliff sussurra para si mesmo enquanto seus colegas de banda riem. Tirando seu sucesso global, eu sorrio ao perceber que uma coisa não mudou – eles continuam adoráveis.

Desde que seu álbum de estréia, Louder, foi lançado em setembro de 2013, o cd subiu para o segundo lugar das paradas do Itunes e primeiro em 10 diferentes países. O sucesso não para por ai. Recentemente a banda filmou um comercial para o Ring Pop que será exibido em todo o país e estão se preparando para outra turnê nesse verão. Mas isso não é novidade para o grupo de viajantes que já viu mais do mundo do que muitas pessoas verão em todas suas vidas.

Enquanto viajam por Jerusalem, Estocolmo, Milão e Copenhague, o R5 se acostumou com a vida no ônibus de turnê. “Na realidade é assim que estamos indo até a Europa,” Brinca Ratliff. “O nosso ônibus se transforma em um submarino.” Rocky imediatamente se vira para ele e diz “Espera, imagine que legal isso seria?”.

O R5 ama viajar para novos locais, porém sua efervescente fanbase internacional os faz voltar para locais já conhecidos. Na primeira parte europeia da Louder World Tour, a banda se chocou com a energia da platéia. “Dessa vez nós ficamos meio ‘uau.’” Riker conta sobre as platéias internacionais. “Eles nos fizeram querer subir um nível com nossas performances.” E essa é a principal coisa sobre o R5: Eles se superam continuamente.

“Nos divertimos muito gravando o Louder e nos divertimos mais ainda na tour,” Ratliff diz. A banda concorda que Louder foi uma boa base para suas criações futuras. Na verdade, eles já estão se preparando para seu próximo álbum, que será lançando no outono. “Não acho que uma banda deva ser a mesma por toda sua carreira,” Ross diz. “Você deve evoluir ou seus fãs irão te ultrapassar.”

O processo de composição da banda é natural. Suas personalidades divertidas inspiram a música que fazem. Mas eles estão crescendo e planejam que seu som acompanhe a evolução. “Nosso novo material é um pouco diferente,” Riker explica.

Os membros da R5 estão entre os 18 e os 22 anos e todos concordam que essa mudança vem com maturidade. Seu novo álbum promete vir para mostrar essa evolução porém continuando fiel ao seu material de origem que prendeu a todos seus ouvintes. “A maioria dos nossos fãs tem a nossa idade, então eles estão amadurecendo e crescendo conosco,”  diz Rydel. “Vai ser legal.” Rocky interfere. “É uma nova pegada no R5.”
R5 tem uma idéia geral de onde eles gostariam de estar, incluindo fazer uma mudança em seu som mainstream. Grande parte de sua fanbase vem do sucesso de Ross em Austin e Ally (Disney Channel).  Seu protagonista na série ajudou bastante na publicidade da banda mas no final, é o verdadeiro talento do R5 que mantem os fãs fascinados. Artistas típicos da Disney devem ser sempre apropriados para todas as idades, R5, por outro lado, está tentando se livrar disso. “Eu acho que o novo material é bem menos ‘alegrinho’ do que o Louder.” Diz Rocky. Seu irmão mais velho, Riker concorda: “Se você ouvir esse cd, nós fazemos todos os tipos de insinuações lá, mas o que o faz ser fácil de ouvir são as melodias.”
Com isso dito, eles esperam que o novo EP e CD não seja uma total surpresa para seus fãs.  Eles estão se esforçando para fazer essa evolução evidente em suas letras e melodias assim como é evidente em suas idades. “Nós ainda somos R5, mas com um ano inteiro a mais em nossas vidas.” diz Riker.  O R5 está constantemente fazendo um nome para si mesmos, mas eles não vão se categorizar em apenas um gênero. “Se tivessemos que nos rotular teríamos apenas que estabelecer limites, eu quero manter todas as possibilidades abertas e deixar as coisas tomarem seu rumo naturalmente.” Diz Ross.
Independente de seu som, o R5 diz que seu verdadeiro sentido se mostra no palco. “Sempre dizemos que não é possível entender o R5 até nos ver ao vivo” Riker diz. “Você entende depois disso.” Eles não usam pirotecnia ou dançarinos, mas “tem suas próprias luzes” e “uma fumaça muito legal”. Eu não saberia, já que nunca vi a banda ao vivo. O camarim explode com gritos de “O que?” e “Como assim?” mas a melhor reação vem de Rocky, que levanta as sobrancelhas e diz “Porque você gosta da gente, então?”.

Minha ausência no show dessa noite não foi proposital; Não haviam mais lugares para convidados. “Ross convidou todo mundo da MTV hoje de manhã,” Riker diz e Ross solta uma risada. “É isso que eu odeio em Los Angeles e Nova Iorque,” ele continua. “Você nunca pode ter ingressos infinitos e eu sempre quero convidar todo mundo.” A lista VIP de hoje possui 200 convidados. Ouvir isso me faz sorrir. Eles começaram, de qualquer forma, cobrando ingressos de sua família. “Isso significa que precisamos tocar em locais maiores,” Ratliff interrompe. Eles falam sobre o sonho de tocar no Radio City Music Hall ou no Madison Square Garden, até que Rocky prende minha atenção. “Posso te perguntar uma coisa?” ele pergunta, antes de se curvar na minha direção. Quando digo que sim, ele diz “Você torce pros Rangers?” e comemora quando eu digo que não. “Então você não liga deles terem perdido a Stanley Cup?” Os nativos de los Angeles obviamente são competitivos – ao ponto de considerar postar um vine de Rocky andando pela Times Square promovendo o time de hóquei L.A Kings. Eles começam a rir quando eu digo que os fãs dos Rangers começariam uma guerra. Os gritos e gargalhadas chamam atenção dos fãs que aguardam na fila fora do camarim. E mesmo com uma fanbase tão leal, o R5 consegue manter os pés no chão enquanto estão embaixo dos holofotes. “Uma vez nos disseram que a fama não muda quem você é, mas mostra quem você realmente é,” Ross diz. “Quando as pessoas começam a te mimar, é seu direito escolher como reagir. Nós somos cercados de pessoas que não saberiam lidar com isso.”

O manager do R5 entra no camarim. O M&G começa em 10 minutos. A banda, que perdeu noção do tempo, começa a sair da sala depois de me darem um abraço. Mas primeiro, Riker chama seu tour manager: “Nós queremos ela no show hoje.” Ele diz, colocando seus braços em meus ombros. “Podemos conseguir um ingresso pra ela?” Com sorte, Riker faz acontecer.
Mais tarde naquela noite, vejo R5 comandar o palco. Eu estou parada num canto do teatro no meio da loucura. Adolescentes correndo, segurando um quadro com a foto de Ross e luzes de natal… Mas eles param quando se tocam do que está para acontecer. A platéia grita assim que eles aparecem. Como Riker disse, você só vai “entender” R5 quando vê-los performando ao vivo. Entre as músicas fáceis de ouvir, as personalidades brincalhonas e a fanbase que os faz sempre querer mais, eu os entendo. Entendo mesmo.  Só posso imaginar aonde eles vão estar daquis 8 meses,  aposto que terão fogos de artifício e dançarinos de fundo. Tenho certeza que eles os terão em breve.







Tradução:R5 Brasil

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